Tratamento de Fístula Anal em São Paulo
A fístula anal é um pequeno túnel entre o interior do canal anal e a pele ao redor do ânus, que costuma surgir depois de um abscesso. Ela causa secreção, irritação e desconforto, e o tratamento é planejado para cuidar da fístula preservando a função do esfíncter.
O que é fístula anal
Dentro do canal anal existem pequenas glândulas. Quando uma delas inflama e infecciona, pode formar um abscesso, uma coleção de pus que causa dor e inchaço. Depois que o abscesso drena, sozinho ou com tratamento, em parte dos casos fica um trajeto que liga o interior do ânus à pele: essa é a fístula.
As fístulas são classificadas de acordo com o caminho que fazem em relação ao músculo esfíncter, que é responsável pela continência. Conhecer esse trajeto é essencial para escolher a técnica mais adequada e proteger o controle das fezes e gases.
Sintomas e quando procurar o médico
- Saída de secreção, pus ou sangue por um pequeno orifício próximo ao ânus
- Roupa íntima frequentemente manchada
- Irritação e coceira na pele ao redor
- Dor ou inchaço que vai e volta
- História de abscesso na região anal
Sinais de alerta: dor intensa, inchaço endurecido e quente, febre ou mal-estar podem indicar um abscesso, que precisa de atendimento rápido. Fístulas múltiplas ou que voltam com frequência devem ser investigadas para doença de Crohn.
Como é o diagnóstico
O diagnóstico começa na consulta, com conversa e exame cuidadoso da região. Em muitos casos, é necessário um exame de imagem, como ressonância magnética da pelve ou ultrassom endoanal, para mapear o trajeto da fístula e sua relação com o esfíncter. Esse mapeamento orienta o planejamento cirúrgico.
Tratamentos
A fístula anal não costuma fechar com remédios. O tratamento é cirúrgico, e a técnica depende do trajeto, da quantidade de músculo envolvido e da história de cada paciente.
- Laser de diodo: uma fibra fina de laser é introduzida no trajeto da fístula para fechá-lo por dentro, com o objetivo de preservar o músculo do esfíncter. Indicado para casos selecionados, em hospital-dia.
- Uso de seton: em algumas fístulas, um fio especial é colocado no trajeto por um período, para drenar e preparar a região para o tratamento definitivo.
- Outras técnicas cirúrgicas: quando indicadas pelo tipo de fístula, são explicadas e discutidas na consulta.
Em fístulas complexas, o tratamento pode ser feito em mais de uma etapa. A decisão é tomada com você, depois da explicação clara de benefícios, limites e chances de a fístula voltar em cada técnica.
Recuperação
A recuperação varia conforme o tipo de fístula e a técnica usada. Você recebe orientações sobre higiene, banho de assento, curativos quando necessários, alimentação, funcionamento do intestino e retorno às atividades. Os retornos servem para acompanhar a cicatrização e identificar cedo qualquer sinal de que a fístula não fechou.
Perguntas frequentes
Fístula anal fecha sozinha?
Raramente. Na maioria dos casos, o trajeto permanece e volta a inflamar. Por isso, o tratamento costuma ser cirúrgico.
Qual a diferença entre abscesso e fístula?
O abscesso é a infecção aguda, com pus, dor e inchaço. A fístula é o trajeto que pode ficar depois que o abscesso drena.
O que é o tratamento com laser de diodo?
É uma técnica em que uma fibra de laser é colocada dentro do trajeto da fístula para fechá-lo por dentro, com a intenção de preservar o músculo do esfíncter. É indicada para casos selecionados.
Preciso fazer exame antes da cirurgia?
Em muitos casos, sim. A ressonância magnética ou o ultrassom endoanal mostram o trajeto da fístula e ajudam a planejar o tratamento.
A fístula pode voltar?
Sim, existe chance de recidiva, que varia conforme o tipo de fístula e a técnica. Esses números são discutidos com você na consulta.
Sobre a médica
Dra. Priscilla Rebouças é cirurgiã coloproctologista (CRMSP 165446 / RQE 81057), dedicada desde 2016 à saúde intestinal e ao tratamento das doenças do intestino, do reto e do ânus. Atende em consultório na Vila Olímpia, em São Paulo, de forma presencial ou online, e realiza procedimentos em ambulatório e em centro cirúrgico (hospital-dia).
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Revisado por Dra. Priscilla Rebouças – Cirurgiã Coloproctologista – CRMSP 165446 / RQE 81057. Conteúdo informativo; não substitui a consulta médica.
