Barriga estufada todo dia: quando pode ser SIBO, IMO ou ISO

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Você acorda com a barriga lisa e, no fim da tarde, parece que está “grávida de cinco meses”. Já cortou glúten, lactose, feijão e uma lista de alimentos, cancelou compromissos e mesmo assim o desconforto continua. Essa história é muito comum, e uma das explicações possíveis é a alteração da microbiota do intestino delgado, conhecida pelas siglas SIBO, IMO e ISO.

Por que a barriga estufa

A distensão abdominal acontece quando há mais gás, mais conteúdo ou mais sensibilidade no intestino do que o normal. Entre as causas mais frequentes estão o intestino preso, a síndrome do intestino irritável, algumas intolerâncias alimentares e alterações na forma como o intestino se movimenta. Em parte das pessoas, existe também um desequilíbrio da microbiota, chamado de disbiose.

O que são SIBO, IMO e ISO

O intestino abriga trilhões de microrganismos. A maioria vive no intestino grosso. Quando eles aumentam demais no intestino delgado, ou quando predominam microrganismos que produzem certos gases, a fermentação dos alimentos aumenta e surgem os sintomas.

  • SIBO (supercrescimento bacteriano no intestino delgado): predomina a produção de gás hidrogênio. Costuma se associar a gases, distensão e, às vezes, diarreia.
  • IMO (supercrescimento de microrganismos produtores de metano): o metano deixa o trânsito intestinal mais lento. É frequentemente ligado a intestino preso e barriga estufada.
  • ISO (supercrescimento de microrganismos produtores de sulfeto de hidrogênio): pode estar relacionado a diarreia, urgência para evacuar e gases com odor mais forte.

Sinais de que vale investigar

  • Barriga que estufa ao longo do dia, quase todos os dias
  • Gases em excesso, arrotos e cólicas depois das refeições
  • Intestino preso, diarreia ou alternância entre os dois
  • Sensação de que “tudo faz mal” e lista de alimentos proibidos cada vez maior
  • Uso frequente de laxantes, chás ou remédios para gases sem melhora duradoura

Alguns fatores aumentam a chance de disbiose: cirurgias abdominais anteriores, uso repetido de antibióticos, uso prolongado de remédios que reduzem a acidez do estômago, trânsito intestinal lento, alterações hormonais e estresse.

Quando procurar atendimento sem adiar

Distensão abdominal acompanhada de perda de peso sem explicação, sangue nas fezes, anemia, vômitos, febre, dor forte ou mudança recente e persistente do hábito intestinal, principalmente após os 45 anos, precisa de avaliação médica rápida. Nesses casos, outras doenças devem ser investigadas antes de pensar em disbiose.

Como é feita a investigação

Tudo começa com uma conversa detalhada: quando os sintomas começaram, o que piora e o que melhora, quais remédios você usa, cirurgias anteriores, ciclo hormonal e tudo o que já foi tentado. O exame físico avalia o abdome e, quando necessário, a região anal.

Quando indicado, é pedido o teste respiratório. Você ingere uma solução e sopra em tubos de coleta em intervalos determinados. O exame mede os gases produzidos pela microbiota e ajuda a identificar SIBO, IMO ou ISO. Outros exames, como exames de sangue, de fezes e colonoscopia, são pedidos de acordo com a idade, os sintomas e os sinais de alerta.

No consultório, esse cuidado é organizado pelo Programa LUMEN™: MAP™ para mapear a história e os sintomas, DEFINE™ para integrar exame e resultados e definir a estratégia, e SUSTAIN™ para acompanhar a resposta e ajustar o plano.

Como é o tratamento

  • Tratamento direcionado ao tipo de gás predominante, com medicações escolhidas de acordo com a sua história.
  • Orientação alimentar individual, com ajustes temporários e planejados, evitando restrições longas e desnecessárias.
  • Tratamento do intestino preso, quando presente, porque o trânsito lento favorece a fermentação.
  • Revisão dos fatores associados, como medicações, sono, rotina e estresse.

A resposta varia de pessoa para pessoa, e algumas pessoas podem ter novos episódios. Por isso, o acompanhamento é parte do tratamento.

Cortar alimentos por conta própria ajuda?

Retirar alimentos pode aliviar os sintomas por um tempo, mas dietas muito restritivas sem orientação podem empobrecer a alimentação, alterar ainda mais a microbiota e tirar o prazer de comer. O objetivo do tratamento é entender a causa, para que você possa voltar a comer com mais liberdade.

Perguntas frequentes

SIBO tem cura?

O SIBO pode ser tratado, e muitas pessoas melhoram. Como os fatores que favorecem o quadro podem continuar presentes, novos episódios podem acontecer, e o acompanhamento ajuda a identificá-los cedo.

Preciso fazer o teste respiratório?

Nem sempre. A indicação depende dos seus sintomas, da sua história e dos sinais de alerta. A médica avalia se o exame é útil no seu caso.

Probiótico resolve barriga estufada?

Depende da causa. Em alguns casos ele ajuda; em outros, pode piorar os sintomas. A indicação deve ser individual.

A consulta pode ser online?

Sim. O atendimento é particular e pode ser presencial ou online. O exame físico, quando necessário, é feito no consultório.

Sobre a médica

Dra. Priscilla Rebouças é cirurgiã coloproctologista (CRMSP 165446 / RQE 81057), dedicada desde 2016 à saúde intestinal e ao tratamento das doenças do intestino, do reto e do ânus. Atende em consultório na Vila Olímpia, em São Paulo, de forma presencial ou online.

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Revisado por Dra. Priscilla Rebouças – Cirurgiã Coloproctologista – CRMSP 165446 / RQE 81057. Conteúdo informativo; não substitui a consulta médica.

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